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Evento on-line busca despertar interesse de meninas pela ciência
Terceira edição do “Ciência por Elas” será transmitida pelo canal do IEA-RP no YouTube a partir do dia 5 de setembro
Por Thais Cardoso - 15/08/2020


Reprodução

O Instituto de Estudos Avançados-Polo Ribeirão Preto (IEA-RP), em parceria com o Centro de Terapia Celular, o Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias e o Laboratório EcoHumanTox, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, promovem entre os dias 5 e 26 de setembro, a partir das 15h, a terceira edição do Ciência por Elas.

Neste ano, por causa da pandemia de covid-19, o evento será realizado virtualmente e transmitido pelo canal do IEA-RP no YouTube. As atividades serão realizadas sempre aos sábados. Inscrições podem ser realizadas clicando aqui. Certificados serão enviados aos participantes que responderem à avaliação durante o evento.

Programação

Ao todo, serão oito atividades, duas em cada dia. Entre os temas abordados estão água produzida de petróleo, astrobiologia, difusão científica, aves migratórias, saúde da população negra e da mulher, alterações no comportamento alimentar trazidas pela covid-19 e recifes da Amazônia.

As palestrantes serão as pesquisadoras Taís Suelen Viana (FCFRP-USP), Yasmin Araújo (FFCLRP-USP), Rita Tostes (FMRP-USP), Diana Campos (Universidade de Aveiro), Samara Dulce Menezes (Universidade de Aveiro), Juliana Monterio (EERP-USP), Tatiane Possani (FFCLRP-USP) e Janaina Calado (UEAP).




Mais informações sobre o evento: iearp@usp.br


Sobre o Ciência Por Elas

Inspirada no projeto Meninas com Ciência, do Museu Nacional, a iniciativa é voltada a alunas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas e particulares de Ribeirão Preto, e tem como objetivo estimular o interesse desse público pelas carreiras científicas. Professoras, pesquisadoras e alunas da universidade apresentam as pesquisas que desenvolvem, realizam atividades práticas para interagir com as meninas e explicam como é a profissão.

Segundo a pesquisadora Taís Suelen Viana, uma das idealizadoras do evento, o projeto é uma realização pessoal e profissional. “Acredito que nossas meninas precisam de incentivo para ingressarem na área acadêmica. Elas devem ter apoio para saberem que são muito inteligentes e podem, futuramente, ser cientistas e pesquisadoras, assim como eu também sonhei um dia”, afirma ela.

Segundo dados da ONU Mulheres e da Unesco, embora 74% das meninas tenham interesse em ciência, tecnologia e matemática, apenas 35% das alunas de ensino médio se inscrevem para cursos científicos de graduação nas universidades e somente 28% dos pesquisadores em todo o mundo são mulheres. Ainda de acordo com a ONU Mulheres, se 600 milhões de meninas e mulheres tivessem acesso às áreas de ciência, tecnologia e inovação, 144 países em desenvolvimento aumentariam o PIB em 8 trilhões de dólares.

 

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