Humanidades

Arqueólogos descobrem uma antiga cidade faraa´nica no Egito
Arqueólogos ega­pcios desenterraram uma cidade perdida de 3.000 anos, completa com casas de tijolos de barro, artefatos e ferramentas dos tempos faraa´nicos.
Por Phys.org - 09/04/2021


Uma foto sem data divulgada na quinta-feira, 8 de abril de 2021 pelo Zahi Hawass Center For Egyptology mostra uma descoberta arqueola³gica como parte da 'Cidade de Ouro Perdida' em Luxor, Egito. A cidade tem 3.000 anos, data do reinado de Amenhotep III, e continuou a ser usada por Tutanca¢mon e Ay. (pelo Zahi Hawass Center For Egyptology via AP)

Arqueólogos ega­pcios desenterraram uma cidade perdida de 3.000 anos, completa com casas de tijolos de barro, artefatos e ferramentas dos tempos faraa´nicos.

O famoso arqueólogo Zahi Hawass disse que uma missão ega­pcia descobriu a cidade mortua¡ria na prova­ncia de Luxor, no sul. Ele remonta ao que éconsiderado uma era de ouro do antigo Egito, o período sob o rei Amenhotep III da 18ª dinastia.

"Muitas missaµes estrangeiras procuraram por esta cidade e nunca a encontraram", disse Hawass em um comunicado na quinta-feira. A cidade, construa­da na margem ocidental do rio Nilo, já foi o maior assentamento administrativo e industrial do impanãrio faraa´nico, acrescentou.

No ano passado, os arqueólogos começam a escavar na área, em busca do templo mortua¡rio do Rei Tutanca¢mon. No entanto, em poucas semanas, disse o comunicado, os arqueólogos encontraram formações de tijolos de barro que acabaram se revelando uma grande cidade bem preservada. As muralhas da cidade e atésalas cheias de utensa­lios usados ​​na vida cotidiana estariam presentes.

"As camadas arqueola³gicas permaneceram intocadas por milhares de anos, deixadas pelos antigos residentes como se fossem ontem", disse o comunicado a  imprensa.

A cidade recanãm-descoberta estãolocalizada entre o templo do rei Ramsanãs III e os colossos de Amenhotep III na margem oeste do Nilo, em Luxor. A cidade continuou a ser usada pelo neto de Amenhotep III, Tutankhamon, e depois por seu sucessor, o rei Ay.

Betsy Brian, professora de egiptologia da Universidade John Hopkins, disse que a descoberta da cidade perdida foi a descoberta arqueola³gica mais importante desde a tumba de Tutanca¢mon.

Rei Tut se tornou um nome familiar e ajudou a renovar o interesse pelo antigo Egito quando sua tumba no Vale dos Reis foi descoberta quase totalmente intacta em 1922.

Os arqueólogos também encontraram tampas de argila de vasos de vinho, ananãis, escaravelhos, cera¢mica colorida e ferramentas de fiação e tecelagem. Alguns tijolos de barro trazem o selo da ca¡rtula do rei Amenhotep III, ou insa­gnia do nome.

 

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