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UFMG e Fiocruz formam coaliza£o com China e Reino Unido para combate a  Covid-19
Colaboraça£o vai incluir aspectos como protocolos de tratamento e de saa­da da quarentena; parceiras internacionais são a Hust e a Queen Mary University
Por Itamar Rigueira Jr. - 27/03/2020

qmul.ac.uk
Pesquisadoras da Queen Mary University: contribuição em genanãtica e farmacologia 

A UFMG, a Fundação Oswaldo Cruz, a Queen Mary University (QM, do Reino Unido) e a Huazhong University of Science and Technology (Hust, da China) entraram em acordo para a formação de uma coaliza£o destinada a  troca de informações cienta­ficas sobre o combate a  Covid-19. O objetivo, do ponto de vista das instituições brasileiras, éacelerar o processo de obtenção de informações que podem ser cruciais para tornar mais eficientes os esforços feitos nopaís para salvar vidas e mitigar os efeitos da pandemia provocada pelo Sars-CoV-2, o novo coronava­rus.

Segundo o diretor de Relações Internacionais da UFMG, Aziz Tuffi Saliba, que representa a Universidade nas negociações iniciais, a QM, que tomou a iniciativa da coaliza£o, e a Hust são fortes parceiras da UFMG. “A Hust ésediada na cidade de Wuhan, onde teve ini­cio a pandemia, e tem acumulado conhecimento e experiências importantes. A Queen Mary e a Fiocruz são referaªncias na área de saúde, e a UFMG vai somar esforços com essas instituições, por meio de pesquisas de excelaªncia em áreas como genanãtica e microbiologia”, salienta.

O acordo de colaboração prevaª discussão sobre mecanismos de proteção dos profissionais de saúde, e a pergunta central ése háevidaªncias de que uma alta carga viral tem papel relevante na gravidade da doena§a. As instituições do Brasil e do Reino Unido também tem especial interesse em conhecer a fundo ensaios de tratamento em andamento e protocolos que foram utilizados, com e sem sucesso, no tratamento de doentes, já nos esta¡gios finais da epidemia em Wuhan.

Segurança para sair da quarentena

“A experiência dos chineses seráainda de grande valia para que Brasil e Reino Unido estabelea§am medidas de segurança para o processo de saa­da do período de quarentena, considerando que parte da população ainda seráformada por infectados assintoma¡ticos”, explica Aziz Saliba. Ele acrescenta que a Queen Mary University já desenvolve pesquisas que visam descobrir se hácaracteri­sticas genanãticas que tornam algumas pessoas mais suscetíveis a consequaªncias mais severas da infecção. Os estudos estãoconcentrados, por ora, nos profissionais de saúde. A Universidade éreferaªncia em farmacologia e terapias inovadoras. 

Ainda de acordo com o diretor de Relações Internacionais, a ideia éque, em um segundo momento, outras universidades brasileiras próximas a instituições chinesas se juntem a esse esfora§o de produção conjunta de conhecimento capaz de dar suporte a s decisaµes em diversos campos, no combate a  pandemia de Covid-19.

Outra parceira importante da UFMG nopaís asia¡tico, a Renmin University of China, já foi contatada pela Diretoria de Relações Internacionais com vistas a  cooperação nas áreas de ciências humanas e sociais. “Além de produzir ciência com excelaªncia, a China estãona frente do Brasil no que diz respeito aos esta¡gios epidemiola³gicos da Covid-19”, afirma Aziz Saliba. “O Brasil tem muito a se beneficiar da colaboração nesse momento grave. No caso particular da UFMG e de outras universidades, serácriada a oportunidade de cooperação internacional em altonívelapós a superação da Covid-19."

 

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