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Titanossauro argentino pode ser o mais antigo ainda, aponta estudo
A nova descoberta, disse o comunicado, significa que os titanossauros viveram mais tempo atrás do que se pensava - no início da era Cretácea, que terminou com a morte dos dinossauros há cerca de 66 milhões de anos.
Por Phys.org/news - 01/03/2021


Imagem do esqueleto do titanossauro, Patagotitan, fundido em exibição no Field Museum of Natural History, Chicago, IL. Crédito: Zissoudisctrucker / Wikimedia / CC BY-SA 4.0

Um dinossauro colossal desenterrado na Argentina pode ser o titanossauro mais antigo já encontrado, tendo vagado pelo que hoje é a Patagônia cerca de 140 milhões de anos atrás, no início do período Cretáceo, disseram os cientistas neste domingo.

O lagarto de 20 metros, Ninjatitan zapatai, foi descoberto em 2014 na província de Neuquen, sudoeste da Argentina, informou a Universidade La Matanza em sua análise.

“A principal importância deste fóssil, além de ser uma nova espécie de titanossauro , é que é o mais antigo registrado para este grupo no mundo”, disse o pesquisador Pablo Gallina, do conselho científico do Conicet, em nota.

Os titanossauros eram membros do grupo dos saurópodes - gigantescos lagartos comedores de plantas com longos pescoços e caudas que podem ter sido os maiores animais que já existiram na Terra.

A nova descoberta, disse o comunicado, significa que os titanossauros viveram mais tempo atrás do que se pensava - no início da era Cretácea, que terminou com a morte dos dinossauros há cerca de 66 milhões de anos.

Os fósseis de 140 milhões de anos atrás são "realmente muito escassos", disse Gallina, principal autora de um estudo publicado na revista científica argentina Ameghiniana.

A criatura recebeu o nome do paleontólogo argentino Sebastian Apesteguia, apelidado de "El Ninja", e do técnico Rogelio Zapata.

 

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