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Os cientistas descobrem a função dos micróbios que vivem nas ostras
Cientistas deram os primeiros passos para entender a funa§a£o dos micróbios que vivem nas ostras orientais, o que pode ter implicaçaµes para a saúde das ostras e o manejo dos recifes de ostras e das instalaa§aµes de aquicultura.
Por Universidade de Rhode Island - 04/06/2021



Cientistas da Universidade de Rhode Island deram os primeiros passos para entender a função dos micróbios que vivem nas ostras orientais, o que pode ter implicações para a saúde das ostras e o manejo dos recifes de ostras e das instalações de aquicultura.

"Invertebrados marinhos como ostras, corais e esponjas tem um microbioma muito ativo que pode potencialmente desempenhar um papel na função do pra³prio organismo", disse Ying Zhang, professor associado de biologia celular e molecular da URI. "Sabemos muito pouco sobre a existaªncia de micróbios residentes nas ostras e, se houver, qual pode ser sua função ou como podem ajudar ou causar danos a  ostra ."

Zhang e o estudante de doutorado Zachary Pimentel extraa­ram o DNA de micróbios que vivem dentro ou sobre o intestino, guelras, cascas internas, manto e outros tecidos das ostras para identificar os micróbios que vivem ali. Eles então aplicaram uma tecnologia metagena´mica para reconstruir o genoma dos micróbios mais abundantes para entender melhor a natureza do microbioma da ostra e a função de alguns dos micróbios.

"Esta foi a primeira visão geral de como os micróbios vivem em certas partes das ostras orientais", disse Pimentel, o principal autor de um artigo sobre o estudo publicado em maio pela Sociedade Americana de Microbiologia. "Em humanos, sabemos que os micróbios que vivem no intestino e na pele são bastante diferentes. Mas não saba­amos sobre a compartimentação de certos micróbios em certos tecidos de ostra."

Os pesquisadores identificaram um micróbio, uma bactanãria da classe Mollicutes, que ganha energia com o consumo de quitina, substância encontrada em todo o meio marinho. Era mais abundante no intestino das ostras e parece ser um indicador de uma ostra sauda¡vel, mas quando encontrado em outros tecidos, pode estar relacionado a infecções.

"Quando eles são abundantes no intestino de ostras sauda¡veis, isso pode indicar que as ostras ficam felizes em recebaª-los", disse Zhang. "Mas quando o micróbio ganha abunda¢ncia em outros tecidos, isso pode ser um sinal de que a ostra não estãobem, talvez porque o sistema imunológico esteja em pa¢nico."

O mesmo micróbio também foi descoberto para consumir arginina, um aminoa¡cido encontrado em todos os organismos que éusado para criar protea­nas.

"Estamos realmente interessados ​​nisso porque tem implicações potenciais para o sistema imunológico das ostras", disse Pimentel. "As ostras dependem da arginina para sua resposta imunola³gica. Foi descoberto que um pata³geno rouba a arginina para se esconder do sistema imunológico da ostra , então érealmente interessante que haja outro micróbio que usa arginina e tem implicações potenciais para a imunidade da ostra."

Uma vez que os pesquisadores tenham identificado a função dos principais micróbios benéficos, o pra³ximo passo éaprender quando e onde os micróbios são adquiridos.

"Descobriu-se que um micróbio éabundante em ostras adultas, mas muito raro em amostras de larvas", disse Zhang. "Então, eles podem ser adquiridos em algum momento de seu crescimento, mas quando e como são adquiridos éuma grande questão. Se sabemos que eles são importantes e podemos identificar a origem de onde vieram, então talvez possamos ajudar a preservar o população deste micróbio especa­fico. "

Segundo Zhang e Pimentel, as ostras tem um papel importante na construção de recifes, na filtragem da águae em outras funções ecola³gicas, além de apoiar a indústria da aquicultura. Pesquisas adicionais sobre o microbioma das ostras podem ser benanãficas para entender mais sobre a saúde da ostra e a saúde de seu ecossistema.

"Sabemos para outros organismos que o microbioma éum fator realmente importante quando consideramos saúde e doena§a, por isso estamos preparando as bases para pesquisas futuras que podem envolver certos micróbios em processos importantes relacionados a  saúde e a s doena§as", disse Pimentel.

"Quanto mais sabemos sobre ostras e suas interações com os micróbios , mais entenderemos sobre como conserva¡-los", acrescentou Zhang.

 

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