Condição comum causa dor e estalos nas mãos, mas tem tratamento eficaz e cura quando diagnosticada precocemente

A doença pode afetar qualquer dedo, incluindo o polegar, mas é mais comum nos dedos médios e anelar – Foto: RCraig09/Wikimedia Commons/CC BY-SA 4.0er_-_right_middle_finger.jpg”>Wikimedia Commons
O dedo em gatilho é uma condição das mãos que afeta muitas pessoas — e que continua sendo alvo de estudos recentes. Trata-se de uma inflamação dos tendões responsáveis por dobrar os dedos, e começa a “pegar” na sua bainha, podendo causar dor, estalo ou travamento. Essa condição acontece quando o tendão que dobra o dedo fica inflamado e não consegue deslizar normalmente dentro da sua “bainha”, uma espécie de túnel.
O ortopedista João Nakamoto, especialista em Cirurgia da Mão pelo Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, explica que se trata de uma inflamação que geralmente aparece por uso repetitivo da mão, movimentos de força, trabalhos manuais, ou até por condições como diabetes, artrite e hipertiroidismo. As mulheres são as mais atingidas.
A doença pode afetar qualquer dedo, incluindo o polegar, mas é mais comum nos dedos médios e anelar e pode atingir mais de um dedo ao mesmo tempo e até as duas mãos juntas.
Os primeiros sinais incluem dor na base do dedo, dificuldade de movimentar ao acordar e, com o tempo, aquele famoso estalo. Em casos mais avançados, o dedo pode até ficar preso e só destravar com ajuda da outra mão.
O especialista explica que nem sempre é possível evitar essa condição do dedo em gatilho. Mas a boa notícia é que tem tratamento e cura. Os cuidados iniciais incluem repouso, uso de calor local, pequenas adaptações no trabalho e, às vezes, talas para proteger o dedo.
Papel da fisioterapia
A fisioterapia ajuda bastante, com exercícios e técnicas para reduzir a inflamação. Quando o quadro é mais resistente, o médico pode indicar uma injeção de corticoide e ácido hialurônico, que costuma aliviar rapidamente e que é aplicada normalmente no consultório.
Nos casos mais graves, a solução é um procedimento simples, feito muitas vezes no próprio consultório, que libera o tendão e devolve o movimento normal. O importante é não ignorar a dor. Quanto mais cedo a procura por um especialista, mais fácil é o tratamento e maior a chance de evitar cirurgia.