Saúde

'Alergias têm o envolvimento da genética e do meio ambiente'
A explicação é da médica Rosana Câmara Agondi, uma das editoras do livro “Alergia & Imunologia: Aplicação Clínica”, cuja segunda edição está sendo lançada nesta quinta-feira
Por USP - 10/06/2021


Condições de alergia e imunologia afetam cerca de 40% da população e são agravadas em determinadas épocas do ano – Reprodução

A segunda edição do livro Alergia & Imunologia: Aplicação Clínica será lançada neste dia 10 de junho, às 19h, com transmissão através do canal da Editora Atheneu no YouTube. Os editores são Antônio Abílio Motta e Rosana Câmara Agondi, médicos assistentes do Serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas (HC) e o coordenador é Jorge Kalil, titular da Disciplina de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Mais 45 colaboradores consolidaram a obra.

As condições de alergia e imunologia afetam cerca de 40% da população e são agravadas em determinadas épocas do ano, como no caso de alergias respiratórias durante o inverno. Rinite e asma estão entre as doenças alérgicas mais comuns. “Elas têm o envolvimento da genética e do meio-ambiente”, explica Rosana ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição. Além dos quadros respiratórios, existem casos de alergia alimentar e reação a medicamentos, cada vez mais comuns. “É um aumento de frequência e de gravidade também”, afirma.

As alergias respiratórias podem aparecer em qualquer faixa etária, mas é mais comum na infância, apesar de as pesquisas recentes indicarem mais frequência entre os idosos. Além desse aumento, a segunda edição do livro apresenta diversos outros temas. São dez capítulos a mais do que a edição anterior, com conteúdos sobre reação a medicamentos, asma e doenças raras. “É importante o especialista, mas também os clínicos e pediatras terem mais contato, esse foi o objetivo do livro”, comenta Rosana. Todos os capítulos contam com médicos assistentes do HC.

A doutora explica que o tratamento costuma ser feito através de imunoterapia e imunobiológicos. “É importante conhecer a doença para escolher o tratamento adequado”, diz. “O objetivo da nossa especialidade é encontrar a causa da doença”, afirma Rosana. Por isso a importância do treinamento e da especialização dos médicos da área.

 

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